O transtorno bipolar (TB) é uma doença mental crônica grave com a alta mortalidade e morbidade, sendo o transtorno mental mais frequentemente associado ao suicídio (Mclntyre et ao,2020; Dong et al;2019.
Segundo a fundação bipolar inglesa, o transtorno bipolar afeta aproximadamente 254 milhões de pessoas no mundo. No Brasil a associação brasileira de transtorno bipolar (ABTB) estima aproximadamente 8 milhões de pessoas no país e 1 milhão apenas no estado de São Paulo.
O transtorno bipolar é uma das principais causas da carga global de doenças e está associada a uma incapacidade considerável relacionada a doença com comprometimento grave do funcionamento psicossocial e custos econômicos e de saúde substanciais.
É um dos transtornos mentais mais antigos no que se refere à sua identificação. O conceito da doença tem sua origem na metade do século XIX, na França, com os trabalhos de Falret e Baillarger. Posteriormente, com os estudos do psiquiatra alemão kraepelin, ao enfatizar a caracterização do quadro clínico e do curso longitudinal da doença, “insanidade-maníaco-depressivo” conforme nomeada pelo médico, passou a ter maior reconhecimento no campo científico (Del-Porto e Del-Porto,2005). Nos últimos 100 anos ocorreu uma evolução significativa da compreensão do TB.
Embora ao longo desses anos tivemos um alcance na compreensão do TB, esta mesma doença pode aparecer de maneiras mais sutis e se misturar com a personalidade do indivíduo, produzindo quadros clínicos muito heterogêneo que podem passar despercebidos por anos e, por isso, sem tratamento. Ter uma forma atenuada de doença psiquiátrica, sobretudo, um transtorno do humor que se mistura muito com elementos normais do cotidiano, em alguns momentos pode ser mil vezes pior do que ter uma doença grave.
O doente grave é prontamente identificado como tal e nem a família nem os amigos tem dúvida de que seus comportamentos são recorrentes de uma doença, facilitando a adesão ao tratamento. Quando a doença é leve espectral, tanto paciente quanto quem encontra-se a sua volta pode não reconhecer alguns comportamentos como sintomas decorrentes de um transtorno. Atualmente o maior desafio encontrado por portadores da doença, familiares e profissionais da saúde mental é reconhecer a forma mais branda do transtorno bipolar.
Com todo carinho
Sua psicóloga
Sâm
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Sâmara Gomes
Psicóloga Clínica - CRP 22/00695
Sâmara Gomes
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