Critérios para diferenciar estados anormais de ansiedade e medo
15/02/2024     ansiedade    Sâmara Gomes
Critérios para diferenciar estados anormais de ansiedade e medo

Cognição disfuncional: um princípio central da teoria cognitiva da ansiedade é que o medo e a ansiedade anormais derivam de uma falsa suposição envolvendo uma avaliação errônea de perigo, uma situação que não é confirmada. É como se o medo e a ansiedade em excesso se tornasse uma fobia por algo.

Funcionamento prejudicado: A ansiedade clínica interferirá diretamente no enfrentamento efetivo e adaptativo em face de uma ameaça percebida e, de modo mais geral, no funcionamento social e ocupacional diário do indivíduo. Há casos nos quais a ativação de medo resulta em uma pessoa congelando, sentindo-se paralisa da frente ao perigo. O medo e a ansiedade podem levar a uma resposta contraproducente que na verdade aumenta o risco de dano ou perigo. Também é reconhecido que medo e ansiedade clínicos geralmente interferem na capacidade de uma pessoa levar uma vida produtiva e satisfatória.

Manutenção: Em condições clínicas a ansiedade persiste muito mais tempo do que seria esperado sob condições normais. Lembre que a ansiedade estimula uma perspectiva orientada ao futuro que envolve a antecipação de ameaça ou perigo. Como resultado, a pessoa com ansiedade clínica pode sentir uma sensação aumentada de apreensão subjetiva apenas por pensar em uma possível ameaça iminente, independente de se ela eventualmente se materializa. Portanto não é incomum que indivíduos propensos à ansiedade experimentem ansiedade elevada diariamente durante muitos anos.

Alarmes falsos: Nos transtornos de ansiedade encontramos frequentemente a ocorrência de alarmes falsos, que são definidos como medo ou pânico acentuado que ocorre na ausência de qualquer estímulo ameaçador da vida, aprendido ou não. Um ataque de pânico espontâneo ou inesperado é um dos melhores exemplos de um “alarme falso”. A presença de ataques de pânico ou medo intenso na ausência de sinais de ameaça ou ao menor estímulo de ameaça sugeriria um estado clínico.

Hipersensibilidade a estímulo: Medo é uma resposta aversiva induzida por estímulo a um sinal externo ou interno que é percebido como uma ameaça potencial. Entretanto, em condições clínicas, o medo é evocado por uma variedade mais ampla de estímulos ou situações de intensidade relativamente leve de ameaça que seriam percebidos como inócuos ao indivíduo não temeroso. Indivíduos com um transtorno de ansiedade interpretariam uma variedade mais ampla de situações como ameaçadoras quando comparado a indivíduos sem um transtorno de ansiedade.

Com todo carinho 
Sua psicóloga 
Sâm
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Sâmara Gomes
Psicóloga Clínica - CRP 22/00695

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